Titular: Helio Fernandes Editoria: Roberto Monteiro Pinho

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PROTAGONISTA DE SI MESMO, MOURÃO 
ESTREMECE A CANDIDATURA DO CAPITÃO

HELIO FERNANDES

Poucos estão percebendo, mas o general que passou para a reserva, por
ter defendido a intervenção militar, assumiu o comando da campanha
presidencial. È o segundo de Bolsonaro, mas se movimenta intensamente
como o primeiro dele mesmo. Estranhamente nomeado presidente do
histórico Clube Militar, usa, abusa e utiliza essa posição para
conquistar espaço, dentro e fora do circulo militar.

Dois pontos que considera importantíssimos para a sua predominância, e
a substituição do Bolsonaro. Não esconde que o Brasil precisa de uma
nova Constituição. Mas afirma sem qualquer hesitação, que não pode ser
votada e promulgada pelo povo, diretamente. Ou pelo Congresso. Sua
formula vem sendo divulgada com insistência.

Os personagens que redigirão essa constituinte, serão nomeados pelo
presidente eleito. E a nova Constituição será referendada e
ratificada, pelo novo presidente. Ele mesmo, no seu entendimento e
apreciação. Como presidente poderá vetar ou acrescentar qualquer
coisa, será presidente com todos os Poderes.

O segundo ponto que considera fundamental: ser candidato eleito com
total apoio militar. Aí, encontra forte resistência de um grupo que não
admite que um general de brigada recente, se transforme em presidente
da Republica, sem voto, sem povo, sem urna, uma nova espécie de Temer,
usurpador. Mas temos que reconhecer: militares empedernidos,
surrealistas e revoltados contra os civis, preferem continuar apoiando
Bolsonaro, apesar dele ser capitão da reserva, ficou no quartel um
tempo mínimo.

A grande preocupação do general Mourão: sua chapa tem que ser vitoriosa
no primeiro turno. E com uma votação cada vez maior. Ele adoraria obter
maioria absoluta, (50 por cento mais 1 voto) mas sabe que isso é
impossível. No entanto tem muita esperança numa votação que chegue ou
ultrapasse, mesmo ligeiramente os 30 por cento.

Conseguido isso, do dia 7 de outubro, até antes do dia 28, tentará de
todas as maneiras eliminar o segundo turno. Não ganha de ninguém, tem
certeza de que assumirá, espalha desde já, "Bolsonaro não terá
condições físicas para assumir a presidência". Então ele assumirá,
tudo isso é rigorosamente verdadeiro, embora com a total falta de
credibilidade dos dois.

PS- Alguém (vários) tentou lembrar a ele, a pretensão e ambição do
coronel Passarinho, que tentou ser presidente, até mesmo no AI-5 de
1968. Não conseguiu por ser coronel da reserva.

PS2- Mourão, tranqüilo, responde: "Eu sou general e presidente do Clube Militar".

PS3- Eles são capazes de tudo. 2 milhões e 200 mil mulheres, fizeram
manifestação contra o voto em Bolsonaro e Mourão.

PS4- Eles modificaram criminosamente a frase, que passou a ser"
favorável" a Bolsonaro e Mourão.

PS5- Isso é crime, ninguém foi punido.
 
JOÃO DORIA ASSUSTA OS ELEITORES
 
Desde que entrou para a política, carregado pelo governador Alckmin,
já enganou três vezes o cidadão-contribuinte-eleitor. Com afirmações
que ficam longe da verdade, realidade, credibilidade.
 
1- Sua primeira declaração, antes da posse: "Não serei candidato á
reeleição". Era exato, só que pretendia imitar Serra, não terminando o
mandato. Só que Serra se elegeu governador, Doria pretendeu queimar
todas as etapas, ir direto para presidente da Republica.
 
2- Cumpriu 16 meses do mandato de prefeito, abandonou o cargo deixou 32
meses para o vice Covas. Desafiou a vontade do eleitor, se lançou a
presidente da Republica. Novamente não tinha partido forte ou
eleitores, escolheu outra bifurcação, governador de SP.
 
3- Está em campanha, empatado com Skaff, ha perigo de ser eleito. E os
amigos já apontam à alternativa. Não cumprirá o mandato inteiro,

pretende ser presidenciável em 2022.

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